Temos como senso comum um tipo de conhecimento ou interpretação da realidade da qual adquirimos no nosso dia-a-dia, baseado na tentativa/erro/acerto, puramente intuitivo, que dependendo dessas experiências empíricas criam-se hábitos que com o tempo passa a tradição e integra o conhecimento de um certo grupo social se tornando um tipo de main-stream de determinada época, subjugando interpretações das minorias. O ser humano conseguiu viver e evoluir milhares de anos sem a ciência.


Já ciência como atividade adquirida de forma sistemática, reflexiva, encadeando um conjuntos de conhecimentos que abarca verdades gerais ou a operação de leis gerais que estes são baseadas em experiências rigorosas e obedecendo o método científico.
Vendo isto já percebemos que tanto o senso comum como a ciência vem da necessidade do ser humano compreender o mundo e a si mesmo. Porém o senso comum é criticado por sua passividade com que o individuo recebe e aceita tais conhecimentos levando o individuo a ter comportamentos as vezes idiotas (O mito da chinela emborcada, a versão que eu ouvi dizia que quem deixasse a chinela emborcada a mãe morria.) ou se pondo de maneira vulnerável as vontades das instituições, classes e ideologias dominantes (‘ismos’ de todos os tipos).

Duvido você deixar ela como está.
Já a ciência busca um senso crítico, refinado, lógico, liberta o indivíduo para dúvida, faz perceber ‘que nada é porque é’, que só porque certa atitude funciona ela não necessariamente é a melhor forma.
Resumindo a ciência é o refinamento do senso comum, um passo além, mas por esse mesmo motivo que não podemos simplesmente ignoras o senso comum.
Referências:
Paratexto.
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